Expresso da Manhã

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Neste podcast diário, Paulo Baldaia conversa com os jornalistas da redação do Expresso, correspondentes internacionais e comentadores. De domingo a sexta-feira, a análise das notícias que sobrevivem à espuma dos dias

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Episode's summary

O historiador João MacDonald e o jornalista Paulo Baldaia discutem a pintura 'Grupo do Leão' de Columbano Bordal Pinheiro, detalhando o contexto artístico de 1885 em Portugal e a transição do conservadorismo para o naturalismo. O episódio explora a importância das figuras feminais no movimento e a história da cervejaria onde os artistas se reuniam. A conversa detalha a trajetória da Cervejaria Leão e do restaurante Leão de Ouro, analisando os elementos presentes na obra e a relação entre os artistas e o espaço. Aborda-se também como a pintura acabou por ser adquirida pelo Estado para integrar o acervo do Museu do Chiado.

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Highlights

A razão é muito simples. Em primeiro lugar, é a boa velha superstição de ter 13 à mesa, não é?

00:05:31 · O locutor explica por que a pintura possui 14 figuras em vez de 13, evitando o número da má sorte.

Em Portugal a arte ainda está muito concentrada no outro tipo de pintura, mais antiga, que se chamava pintura de história, E, ao mesmo tempo, ainda a escola da pintura romântica.

00:07:24 · João MacDonald descreve o cenário artístico conservador em Portugal durante o final do século XIX.

Foram pessoas fundamentais na abertura das artes às mulheres na altura, no sentido de carreira, no sentido de fazerem perceber que qualquer pessoa podia ser artista.

00:13:45 · O historiador destaca o papel das mulheres do grupo na democratização e expansão da prática artística.

Isto já faz desta pintura, o grupo do Leão, já temos aqui, na verdade, dois autorretratos do seu autor, não é?

00:25:10 · O locutor aponta a presença de um autorretrato de Columbano na obra e outro através da reprodução no catálogo.

Uma pintura que era essencial que fosse preservada uma instituição museológica pertencente ao país, pertencente a todos nós.

00:29:08 · Reflexão sobre a importância da aquisição da obra pelo Estado para o património público.

Episodes

1932-

O Grupo do Leão: A história à volta de uma mesa, num dos quadros mais icónicos da pintura portuguesa

O historiador João MacDonald e o jornalista Paulo Baldaia discutem a pintura 'Grupo do Leão' de Columbano Bordal Pinheiro, detalhando o contexto artístico de 1885 em Portugal e a transição do conservadorismo para o naturalismo. O episódio explora a importância das figuras feminais no movimento e a história da cervejaria onde os artistas se reuniam. A conversa detalha a trajetória da Cervejaria Leão e do restaurante Leão de Ouro, analisando os elementos presentes na obra e a relação entre os artistas e o espaço. Aborda-se também como a pintura acabou por ser adquirida pelo Estado para integrar o acervo do Museu do Chiado.

09 Aug 2026
1931-

Todos querem investigar Luís Neves, o ministro que gasta o seu tempo a responder como director nacional da PJ

O episódio aborda a crescente pressão política sobre o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, no contexto das investigações e auditorias que envolvem o seu passado como Diretor Nacional da Polícia Judiciária. Através de uma conversa com a jornalista Paula Caeiro Varela, do Expresso, analisa-se o impacto destas polémicas na capacidade de comunicação do Governo e as implicações de uma auditoria ordenada pelo Ministério da Justiça à PJ. A discussão explora a tensão entre a necessidade de transparência e a estratégia de manutenção política de Luís Montenegro, avaliando se as investigações em curso podem servir para esvaziar a polémica antes da Comissão Parlamentar de Inquérito prevista para setembro.

07 Aug 2026
1930-

No Brasil, a criminalidade violenta diminuiu mas morreu mais gente por acção da polícia

O episódio analisa os dados alarmantes do relatório anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que revela tendências preocupantes na violência no Brasil. Enquanto o número de mortes violentas intencionais apresentou uma ligeira queda, houve um aumento significativo na letalidade policial e nos casos de feminicídio. A discussão aborda a sobre-representação de pessoas negras tanto nas vítimas de intervenções policiais quanto nos feminicídios, relacionando esses números ao racismo estrutural e à violência de género. O debate explora também o apoio de parte da população a operações policiais agressivas em favelas e os desafios do controle institucional sobre o uso da força.

06 Aug 2026
1929-

Poiares Maduro: “O problema da FIFA não é Infantino, é a própria FIFA”

O episódio explora as profundas crises de governança e os conflitos de interesse na FIFA, com foco no artigo de opinião de Miguel Poias Maduro publicado no Financial Times. Através de uma entrevista com o ex-presidente do Comitê de Governança da FIFA, discute-se como a estrutura atual do organismo permite a concentração de poder e a promiscuidade entre interesses comerciais e políticos. A conversa aborda a influência de figuras políticas internacionais, a necessidade de regulação por parte da União Europeia e os desafios de separar as funções de regulação das funções de comercialização no futebol mundial.

05 Aug 2026
1928-

Ceuta confirmou que a Geração Z é a mais vulnerável à desinformação

Este episódio do Expresso da Manhã explora a vulnerabilidade da Geração Z à desinformação, analisando como o consumo de conteúdos rápidos e fragmentados em plataformas como TikTok e Instagram impacta jovens entre 13 e 28 anos. Através de uma conversa com a jornalista Mariana Ramos Loureiro, o programa discute o papel dos algoritmos, o viés de confirmação e as narrativas desinformativas que surgiram durante as últimas eleições legislativas em Portugal, focando em temas como imigração e segurança. A discussão aborda ainda a erosão da confiança nos meios de comunicação tradicionais e o uso da desinformação como ferramenta em guerras híbridas e operações de influência estrangeira. O episódio utiliza exemplos recentes, como os eventos em Ceuta, para ilustrar como narrativas descontextualizadas podem influenciar comportamentos coletivos e fragilizar a coesão social e as instituições democráticas.

04 Aug 2026